O escritório não fecha uma admissão sem saber se o funcionário tem direito a adicional. Insalubridade, periculosidade e enquadramento em aposentadoria especial mudam a folha, mudam o eSocial e mudam a alíquota que a empresa recolhe. Só que essa definição não é contábil — é parecer técnico, e depende de quem conhece o ambiente de trabalho.

O Parecer Técnico de Adicionais resolve esse ponto. A cada admissão, mudança de função ou mudança de risco nas empresas atendidas pela Sework, o escritório de contabilidade recebe, no mesmo fluxo, a informação técnica de que precisa para concluir o processo.

O gargalo que ele elimina

A sequência é sempre a mesma. O funcionário faz o exame admissional, o ASO chega ao escritório, e aí trava: o setor pessoal precisa saber se aquela função, naquela empresa, gera adicional — e em que grau. Sem isso, não dá para lançar a folha nem preencher o S-2240 do eSocial com segurança.

O que costuma acontecer é uma destas três coisas, e nenhuma é boa. O escritório liga para a empresa e recebe uma resposta de quem não é técnico. Ou copia o que foi feito na admissão anterior, que pode estar errada. Ou lança “por precaução”, gerando tributo indevido — ou deixa de lançar e cria passivo.

A Receita Federal cruza o S-2240 com a folha no parâmetro 50.006 da Malha Fiscal Digital, para apurar o adicional de financiamento da aposentadoria especial. O erro de admissão não fica escondido: ele aparece anos depois, como cobrança.

O caminho que a maioria dos escritórios usa hoje

Quando não há retorno técnico organizado, o setor pessoal recorre ao que tem à mão: pede à clínica de SST o LTCAT e o laudo de insalubridade e periculosidade e vai procurar, dentro deles, se aquela função gera adicional.

O problema não é a clínica — ela cumpre o papel dela. O problema é que esses documentos não foram escritos para o setor pessoal. São laudos técnicos, de dezenas de páginas, organizados por agente e por ambiente, não por função admitida. Quem procura a resposta ali está interpretando documento de engenharia sem ser engenheiro — e assumindo, na prática, uma decisão que não é da alçada dele.

  Pedindo laudo à clínica Com o Parecer Técnico de Adicionais
Quem pede O escritório solicita a cada caso e espera a resposta Ninguém pede — o parecer chega sozinho
O que chega LTCAT e laudo completos, dezenas de páginas A conclusão daquela função, em linguagem de setor pessoal
Quem interpreta O setor pessoal, sobre documento técnico O engenheiro responsável técnico, que assina
Quando chega Depende da resposta da clínica No mesmo ciclo do evento de admissão
Se der errado A interpretação foi do escritório A conclusão está documentada, com responsável identificado

É essa a diferença prática: em vez de receber documento para interpretar, o escritório recebe resposta pronta — limpa, por função e no tempo da admissão.

Como funciona

  1. O evento acontece. Admissão, mudança de função ou alteração no ambiente de trabalho.
  2. A Sework registra. O caso entra no controle interno com função, setor, agentes de risco e o que consta do PGR e do LTCAT da empresa.
  3. O parecer é emitido e enviado no mesmo ciclo. O fluxo roda diariamente: o escritório recebe o retorno técnico automaticamente, sem precisar cobrar, ligar ou lembrar.
  4. O setor pessoal conclui a admissão com base em documento técnico, não em suposição.

O envio é automatizado de ponta a ponta. Não depende de alguém lembrar de responder um e-mail no fim do expediente.

O tempo da admissão não espera

Admissão é processo com relógio. O S-2200 do eSocial vai até o dia anterior ao início do trabalho. O adicional precisa estar na folha desde o primeiro dia trabalhado — não a partir do dia em que alguém confirmou. E o S-2240 fecha no dia 15 do mês seguinte.

Quer dizer: a janela útil para essa definição é de horas, não de dias. Um retorno que chega três dias depois já chega atrasado — o funcionário começou a trabalhar, a folha foi montada sem o adicional, e a correção vira diferença retroativa, retificação de folha e reenvio de evento.

Etapa Prazo que já existe Onde o parecer entra
Envio do S-2200 (admissão) Até o dia anterior ao início do trabalho O enquadramento já está definido antes do cadastro
Primeira folha do trabalhador Mês de competência da admissão O adicional entra na folha certa, sem retroativo
Envio do S-2240 Até o dia 15 do mês seguinte O evento é preenchido com lastro técnico, não com histórico

Por que o nosso retorno é rápido

Não é esforço pessoal nem disponibilidade de telefone — é processo automatizado. O caso é registrado em base própria no momento em que o evento acontece, e o fluxo roda todos os dias, disparando o parecer para o escritório sem depender de ninguém lembrar.

Há ainda um detalhe do fluxo real que acelera tudo: o ASO chega ao escritório pela mão da própria empresa — alguém precisa levar o papel. O parecer não depende disso, porque sai direto do fluxo para o escritório. Não é raro ele chegar antes do próprio ASO. Quando o documento aparece na mesa do setor pessoal, a informação técnica já está lá esperando.

Na prática, o parecer costuma chegar antes de o escritório perceber que precisaria pedir. É essa a diferença entre um fornecedor que responde e um processo que já entrega.

O que o parecer informa

Item O que é definido
Insalubridade Se há exposição, qual agente, qual grau (mínimo, médio ou máximo) e o enquadramento na NR-15
Periculosidade Se a atividade se enquadra na NR-16 e em qual anexo
Aposentadoria especial Se há agente nocivo com enquadramento, o que reflete no adicional de 6%, 9% ou 12% sobre a alíquota RAT
Reflexo no eSocial O que deve constar no S-2240 daquele trabalhador
EPI e medidas Quando o uso de EPI eficaz neutraliza ou não o agente, ponto que muda a conclusão

Por que o escritório não emite isso sozinho

Não é falta de competência do contador — é alçada técnica. A definição de insalubridade e periculosidade decorre de avaliação do ambiente de trabalho, com base no PGR, no LTCAT e, quando o agente exige, em medição quantitativa. É documento de responsabilidade de profissional habilitado, com ART registrada no CREA.

A IN PRES/INSS 128/2022, no artigo 280, é explícita: o LTCAT e as demonstrações ambientais devem embasar o preenchimento do eSocial. Ou seja, o dado que o escritório lança precisa vir de um documento técnico — e é exatamente esse documento que o parecer traduz para a rotina do setor pessoal.

O que muda na rotina do escritório

Quanto custa ao escritório

Nada. O parecer é parte do serviço prestado à empresa cliente — ela contrata a Sework para a gestão de SST, e o escritório de contabilidade que atende essa empresa passa a receber o retorno técnico automaticamente, sem custo e sem contrato à parte.

A lógica é simples: quanto mais limpa a informação que chega ao setor pessoal, menos retrabalho para todo mundo — e menos passivo para a empresa, que é cliente dos dois lados.

Para escritórios que ainda não trabalham com a Sework

Se o seu escritório atende empresas com empregados em Patos de Minas, Lagoa Formosa ou região do Alto Paranaíba, o caminho é direto: as empresas que passarem a ser atendidas pela Sework em SST entram no fluxo, e o escritório começa a receber o parecer a cada admissão.

Além do parecer, escritórios parceiros recebem o alerta técnico trimestral — um documento de uma página, com as mudanças normativas do período e o que cada empresa precisa ter em mãos, pronto para ser repassado aos clientes.

Perguntas frequentes

Em quanto tempo o parecer chega?

O fluxo roda diariamente. Registrado o evento, o retorno sai no mesmo ciclo — sem depender de cobrança do escritório.

Serve para mudança de função, não só admissão?

Sim. Mudança de função, mudança de setor e alteração no ambiente de trabalho geram novo enquadramento e novo parecer.

E se a empresa já tem PGR feito por outro profissional?

O parecer depende de a Sework ser responsável técnica pela gestão de SST daquela empresa, porque a conclusão precisa estar amarrada ao PGR e ao LTCAT que sustentam a informação.

O parecer substitui o LTCAT?

Não. Ele traduz para a rotina da admissão o que os documentos técnicos da empresa já estabelecem. O LTCAT continua sendo o documento de base.

O escritório pode repassar o parecer ao cliente?

Pode, e é recomendável. É documento técnico identificado, com responsável e data.

Onde atendemos

Patos de Minas e região: Lagoa Formosa, Carmo do Paranaíba, Patrocínio, Rio Paranaíba, São Gotardo, Coromandel, Vazante, Ibiá, Serra do Salitre, Guimarânia, Cruzeiro da Fortaleza, Lagamar, Varjão de Minas, Presidente Olegário, Arapuá, Matutina e Tiros.

Demandas fora dessa área são avaliadas conforme a agenda, com deslocamento orçado à parte.

Ronne Leandro Silva, responsável técnico da Sework Engenharia

Responsável técnico

Ronne Leandro Silva

Engenheiro Mecânico (CREA/MG 1422246321-4), Técnico em Segurança do Trabalho (MTE 17248) e Instrutor de Brigada registrado no CBMMG. Atua em SST desde 2010. Ver formação e registros ›

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Fontes normativas

NR-15 (Atividades e Operações Insalubres); NR-16 (Atividades e Operações Perigosas); NR-9 (Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais); IN PRES/INSS nº 128/2022, arts. 276 a 284 (LTCAT, PPP e demonstrações ambientais); Decreto 3.048/1999 (aposentadoria especial e alíquotas de financiamento); leiautes do eSocial S-2240; Lei 6.496/1977 e Resolução CONFEA 1.025/2009 (ART).