Desde 26 de maio de 2026 a fiscalização do MTE pode autuar empresa cujo PGR não contemple riscos psicossociais. O prazo de adaptação da Portaria MTE nº 1.419/2024 acabou e o ministério já declarou que não haverá novo adiamento. Se o seu PGR foi feito antes disso e não fala em carga de trabalho, assédio, jornada ou relação com a liderança, ele está incompleto.

A Sework elabora PGR, PCMSO, LTCAT e os demais documentos de segurança do trabalho para indústria, agroindústria, comércio e propriedade rural em Patos de Minas, Lagoa Formosa e todo o Alto Paranaíba — com levantamento em campo, não com modelo preenchido por CNPJ.

Os documentos que elaboramos

Documento Base legal Para que serve
PGR — Programa de Gerenciamento de Riscos NR-1 Documento base da SST: inventário de riscos e plano de ação. Inclui os riscos psicossociais
PCMSO — Controle Médico NR-7 Define os exames por função a partir dos riscos do PGR. Exige médico coordenador
LTCAT Legislação previdenciária Caracteriza a exposição para fins de aposentadoria especial no INSS
Laudo de riscos psicossociais NR-1 Diagnóstico com instrumento validado, alimentando o inventário e o plano de ação
Laudo de insalubridade NR-15 Caracteriza ou descaracteriza o adicional, com avaliação quantitativa quando exigida
Laudo de periculosidade NR-16 Inflamáveis, explosivos, energia elétrica e exposição a risco de roubo
PPP — Perfil Profissiográfico Previdenciária Histórico individual de exposição, hoje alimentado pelo eSocial
PCA e PPR NR-7 e NR-9 Programas de conservação auditiva e proteção respiratória, quando o risco exige

O que mudou na NR-1

A Portaria MTE nº 1.419, de agosto de 2024, colocou os fatores de risco psicossociais dentro do gerenciamento de riscos ocupacionais. A norma entrou em vigor em maio de 2025 e teve um ano de adaptação, que terminou em 26 de maio de 2026.

Na prática, o PGR passou a precisar tratar de coisas que antes não apareciam em documento de SST: carga e ritmo de trabalho, jornada e pausas, autonomia sobre a tarefa, clareza de papéis, relação com a chefia, suporte da equipe, assédio e violência no trabalho.

Isso não se resolve marcando um “x” em planilha. Exige diagnóstico com instrumento validado, resultado por setor e plano de ação com responsável e prazo — igual a qualquer outro risco do inventário.

PGR não é PPRA com outro nome

O PPRA listava riscos. O PGR gerencia riscos — e a diferença está no plano de ação, que precisa ter medida, responsável, prazo e evidência de que foi executada.

É por isso que documento comprado pronto não sustenta. Ele descreve uma empresa que não é a sua, com máquinas que você não tem, e sem nenhuma ação que alguém da sua equipe reconheça como sendo dela. Na primeira auditoria de cliente grande, isso aparece.

Como fazemos o levantamento

O inventário de riscos sai de visita à planta, não de questionário por e-mail. Percorremos os postos de trabalho, fotografamos, medimos o que precisa ser medido e conversamos com quem opera.

Depósito de defensivos agrícolas avaliado em inspeção de segurança do trabalho
Depósito de defensivos: ventilação, contenção, separação de produtos e acesso restrito entram no inventário de riscos químicos.
Ponto de abastecimento e lavagem de pulverizador avaliado em inspeção de SST em propriedade rural
Ponto de abastecimento e lavagem. Piso impermeável, contenção, lava-olhos e água limpa fazem parte da avaliação.
Extintor de pó químico ABC com etiqueta de manutenção e manômetro em faixa verde
Extintor com etiqueta de manutenção e manômetro na faixa verde. Emergência também entra no PGR, não só no AVCB.
Turma de trabalho em altura NR-35 certificada em treinamento presencial na empresa cliente
Certificado de treinamento também é documento de SST: precisa de carga horária, conteúdo e responsável técnico identificado.

Riscos psicossociais na prática

Aplicamos instrumento validado para diagnóstico psicossocial e entregamos o resultado interpretado por fator, com sugestões de melhoria em linguagem que o empregador entende — e não um relatório estatístico que ninguém lê.

O resultado alimenta o inventário do PGR e vira plano de ação. É esse encadeamento que a fiscalização procura: identificou, avaliou, planejou a medida, executou e verificou.

O documento sozinho não protege ninguém

PGR e PCMSO existem para orientar decisão, não para arquivar. Um documento bem feito diz onde investir primeiro, qual exame cada função precisa e o que pode ser eliminado do custo porque o risco não existe mais.

E há o efeito inverso: documento genérico que aponta insalubridade onde não há, ou deixa de apontar onde há, custa caro nos dois sentidos — em adicional pago sem necessidade ou em passivo trabalhista.

Perguntas frequentes

Meu PGR precisa incluir riscos psicossociais?

Sim. Desde 26 de maio de 2026, terminado o prazo de adaptação da Portaria MTE nº 1.419/2024, a fiscalização pode autuar empresa cujo PGR não contemple os fatores de risco psicossociais.

Minha empresa é pequena. Preciso de PGR?

Provavelmente sim. A dispensa alcança o MEI e, em situações específicas, empresas de grau de risco 1 e 2 com até 19 empregados, que podem adotar forma simplificada. Isso não elimina a obrigação de identificar e controlar risco.

Quem assina o PCMSO?

O PCMSO exige médico coordenador. Fazemos a parte de engenharia — o levantamento de risco que define quais exames cada função precisa — e trabalhamos com médicos do trabalho parceiros na região para a coordenação e a assinatura.

Qual a diferença entre PGR, PCMSO e LTCAT?

O PGR é o documento base: identifica os riscos e define o plano de ação. O PCMSO define os exames médicos a partir desses riscos. O LTCAT caracteriza a exposição para aposentadoria especial no INSS. Um alimenta o outro.

Documento comprado pronto resolve?

Resolve enquanto ninguém olha. Ele descreve uma empresa genérica, com máquinas que você não tem e ações que ninguém executou. Em auditoria, fiscalização ou perícia, a divergência entre o papel e a planta aparece rápido.

Com que frequência preciso revisar?

O PGR deve ser revisado a cada dois anos, ou antes disso sempre que houver mudança de processo, máquina nova, acidente ou alteração normativa. O PCMSO é anual.

Vocês atendem através da minha contabilidade?

Sim, é como boa parte dos nossos clientes chega. Trabalhamos junto com escritórios contábeis da região, que cuidam da parte fiscal enquanto cuidamos da parte técnica e do envio no eSocial.

Seu PGR já contempla riscos psicossociais?

Manda o PDF pelo WhatsApp. Eu olho o inventário e digo em poucos minutos se ele atende ao que passou a valer em maio.

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Onde atendemos

Patos de Minas e região: Lagoa Formosa, Carmo do Paranaíba, Patrocínio, Rio Paranaíba, São Gotardo, Coromandel, Vazante, Ibiá, Serra do Salitre, Guimarânia, Cruzeiro da Fortaleza, Lagamar, Varjão de Minas, Presidente Olegário, Arapuá, Matutina e Tiros.

Demandas fora dessa área são avaliadas conforme a agenda, com deslocamento orçado à parte.

Ronne Leandro Silva, responsável técnico da Sework Engenharia

Responsável técnico

Ronne Leandro Silva

Engenheiro Mecânico (CREA/MG 1422246321-4), Técnico em Segurança do Trabalho (MTE 17248) e Instrutor de Brigada registrado no CBMMG. Atua em SST desde 2010. Ver formação e registros ›

Serviços relacionados

O PGR aponta o que precisa ser feito; o treinamento, a adequação de máquina e o envio no eSocial são a execução. Fazer tudo com o mesmo responsável técnico evita documento que aponta um risco e plano de ação que trata de outro.

Fontes normativas

NR-1 (Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), com os fatores de risco psicossociais incluídos pela Portaria MTE nº 1.419, de 27 de agosto de 2024, fiscalizável desde 26 de maio de 2026; NR-7 (PCMSO); NR-9 (Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais); NR-15 (Insalubridade); NR-16 (Periculosidade); legislação previdenciária quanto ao LTCAT e ao PPP.